Eu,

Filho do enxofre e do arsênico

Torno a cair debruçado

Em gélido olhar de metileno;



Sempre andando em círculos,

Sorvo do sangue e do veneno

Desse castiçal enfeitiçado

E torno à tê-lo em pensamento;



Ora, se não livre, demônio de candura

Em teus braços meu medo se habitua

À fugir de volta pronde veio;



E mesmo em ti empoderado,

Carnes, tripas, putrefato

desce das asas brilho eterno

Meu sereno inferno admirado.



Me deito em teu peito triunfante,

E sob à voz do necromante

Vê-lo de novo é o anseio

Desse coração delirante.

Deixe um comentário